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TDAH em populações prisionais: prevalência significativamente maior

Meta-análise com dados de 42 estudos encontrou taxas de TDAH de 26,2% em adultos presos e 30,1% em jovens em instituições socioeducativas — muito acima dos 2–4% na população geral.

Resumo em 30 segundos

  • Meta-análise de 42 estudos encontrou TDAH em aproximadamente 26,2% de adultos presos.

  • Entre jovens em instituições socioeducativas, a prevalência foi de cerca de 30,1%.

  • Na população geral adulta, a estimativa é de apenas 2% a 4%.

  • Pesquisadores enfatizam que o TDAH não causa criminalidade — mas sintomas não tratados aumentam vulnerabilidades sociais.

Diversos estudos investigaram a presença de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em populações encarceradas. Uma meta-análise internacional conduzida por Susan Young e colaboradores, que reuniu dados de 42 estudos, encontrou taxas significativamente mais altas de TDAH entre pessoas privadas de liberdade.

A análise estimou uma prevalência de aproximadamente 26,2% em adultos presos e 30,1% em jovens em instituições socioeducativas. Esses valores são muito superiores à prevalência estimada na população geral adulta, que costuma variar entre 2% e 4% em estudos epidemiológicos.

Pesquisadores enfatizam que esse achado não significa que o TDAH cause criminalidade. Em vez disso, sugerem que sintomas como impulsividade, dificuldades escolares e problemas de regulação comportamental podem aumentar vulnerabilidades sociais quando o transtorno não é reconhecido e tratado adequadamente.

Referências Científicas

  • Young S. et al. (2015). A meta-analysis of the prevalence of ADHD in incarcerated populations. Psychological Medicine.
  • Young S. et al. (2014). ADHD prevalence in prison. Psychological Medicine.
  • Frontiers in Psychiatry (2018). ADHD prevalence in detention populations. Frontiers in Psychiatry.