Sensorial

Interocepção

Também conhecido como: Interoception · Percepção interoceptiva

Escrito e revisado por Dr. Diego Tinoco (psiquiatra, CRM-MG 58241) · Atualizado em

Capacidade de perceber os sinais internos do corpo, como fome, sede, sono, dor, temperatura, respiração e batimentos cardíacos.

Status formal: Não é diagnóstico. É um sentido; diferenças na interocepção são descritas no autismo e, com menos estudos, no TDAH.

Interocepção é o sentido voltado para dentro: perceber fome, sede, sono, dor, frio e calor, bexiga cheia, respiração e coração. Envolve três etapas: o sinal chegar, a pessoa notar e interpretar o que ele significa. Quando funciona de outro jeito, o corpo continua avisando, mas o aviso chega fraco, tarde ou embaralhado.

Uma revisão descreveu diferenças interoceptivas repetidas no autismo, embora o grau e a direção ainda não estejam claros: alguns sinais parecem atenuados, outros amplificados (DuBois et al., 2016). A interocepção anda junto com a alexitimia, mais frequente em pessoas autistas (Kinnaird et al., 2019). Em adultos com TDAH, um estudo encontrou diferenças na consciência interoceptiva, que ainda precisam ser replicadas (Kutscheidt et al., 2019); no hiperfoco, a atenção presa na tarefa deixa pouco espaço para os sinais do corpo.

Na prática: esquecer refeições, notar a sede só com dor de cabeça, adiar o banheiro até a urgência, perceber dor ou doença tarde. Se o sinal interno é pouco confiável, ajuda não depender dele: lembretes com nome ("água", "almoço"), garrafa à vista, check-ins curtos nas transições e aprender as pistas indiretas, como irritação súbita. Um corpo com fome, sede e sono tolera menos estímulos, o que aproxima a sobrecarga sensorial.

Para ir além

Referências

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Idealizado por Dr. Diego Tinoco Rodrigues, médico psiquiatra · CRM-MG 58241 · RQE 37921

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